Gestão de Segurança no Trabalho: do GRO à Prevenção de Passivos
Entenda os pilares da Gestão de Segurança no Trabalho, a transição do PPRA para o PGR (NR-1) e como a tecnologia mitiga passivos trabalhistas.
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23 de fevereiro de 2026
A segurança do trabalho deixou de ser apenas uma exigência operacional de "chão de fábrica" para se tornar um pilar estratégico de Sustentabilidade (ESG) e Governança Corporativa.
Empresas que limitam sua gestão à entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) estão expostas a riscos financeiros e jurídicos severos. Com a atualização das Normas Regulamentadoras, especialmente a nova NR-1, o foco da fiscalização mudou da reação para a prevenção sistêmica.
Uma gestão eficiente não visa apenas evitar multas, mas garantir a continuidade operacional, impedindo que acidentes paralisem a produção ou gerem passivos judiciais irreversíveis.
O que é Gestão de Segurança no trabalho?
A gestão de segurança no trabalho é um sistema integrado de processos, políticas e procedimentos destinados a antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos que podem afetar a integridade física e mental dos trabalhadores.
Diferente de ações isoladas, uma gestão estruturada segue o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), alinhando-se a padrões internacionais como a ISO 45001. Seu objetivo central é reduzir a sinistralidade, garantir a conformidade legal (Compliance Trabalhista) e promover um ambiente seguro.
Entendendo o GRO e o PGR
A mudança mais significativa na legislação brasileira recente foi a extinção do antigo PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e a implementação do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).
Para gestores, é vital compreender essa transição técnica:
GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais)
O GRO não é um documento físico, mas a estratégia macro. É a metodologia que a empresa adota para identificar perigos e avaliar riscos. Ele é o "guarda-chuva" que engloba todas as ações de segurança da organização.
PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)
É o documento vivo que materializa o GRO. Diferente do antigo PPRA, que focava apenas em riscos físicos, químicos e biológicos, o PGR (NR-1) exige uma visão holística, incluindo:
Riscos Ergonômicos (NR-17);
Riscos de Acidentes (Mecânicos);
Inventário de Riscos e Plano de Ação cronológico.
Ponto de Atenção: O PGR deve ser revisado continuamente. Se houve mudança no layout da fábrica ou a contratação de uma nova equipe terceira, o Inventário de Riscos precisa refletir essa nova realidade imediatamente.
O "Ponto Cego": a segurança dos terceiros
Muitas empresas possuem uma gestão de segurança robusta com seus funcionários próprios (CLT), mas falham gravemente ao monitorar os prestadores de serviço.
A responsabilidade sobre a segurança dentro das suas instalações é solidária em casos de acidente. Se um terceirizado sofre uma lesão grave por falta de treinamento ou uso inadequado de equipamento dentro da sua planta, a contratante responde civil e criminalmente.
Uma gestão de segurança eficiente deve exigir das contratadas a mesma conformidade aplicada aos internos:
Validação dos treinamentos obrigatórios (NR-10, NR-35, NR-33);
Conferência de validade dos ASOs (Atestados de Saúde Ocupacional);
Exigência de APR (Análise Preliminar de Risco) antes de cada atividade crítica.
Principais indicadores de segurança (KPIs)
Para evoluir a maturidade da segurança, a gestão deve abandonar o "achismo" e ser orientada por dados. Os principais indicadores monitorados pelo mercado incluem:
Taxa de Frequência: Número de acidentes com afastamento por milhão de horas trabalhadas.
Taxa de Gravidade: Dias perdidos de trabalho devido a acidentes.
Índice de Conformidade Legal: Percentual de requisitos das NRs atendidos (ex: % de terceiros com documentação em dia).
DDS (Diálogo Diário de Segurança): Frequência e engajamento nas conversas preventivas.
O papel da tecnologia na governança e mitigação de erro humano
Gerenciar a validade de treinamentos, exames e licenças de centenas de colaboradores através de planilhas cria uma lacuna crítica de segurança. O erro humano no preenchimento de uma data pode resultar em um trabalhador não qualificado operando uma máquina perigosa.
A digitalização da gestão de segurança através de plataformas especializadas, como a solução da GAP, permite:
Alertas Automáticos: O sistema notifica gestores e fornecedores quando um ASO ou treinamento está próximo do vencimento.
Bloqueio Preventivo: Integração com catracas para impedir fisicamente o acesso de trabalhadores com documentos vencidos ou irregulares.
Centralização de Evidências: Armazenamento seguro de listas de presença, certificados e laudos para fins de auditoria fiscal ou defesa jurídica.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O PPRA ainda é válido?
Não. Desde janeiro de 2022, o PPRA foi substituído pelo PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). As empresas devem migrar toda a documentação para o novo padrão da NR-1.
Quem é responsável pelo PGR da empresa terceirizada?
A empresa contratada (terceira) deve elaborar o PGR dos seus funcionários, mas a contratante (tomadora) tem o dever de fornecer as informações sobre os riscos do local onde o serviço será executado (Inventário de Riscos).
O que é o Inventário de Riscos?
É a espinha dorsal do PGR. Trata-se de uma lista detalhada de todos os perigos identificados no ambiente, a classificação do nível de risco e as medidas de controle adotadas para cada função.
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