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    Os Riscos de Segurança do Trabalho em Atividades de Mineração

    Aproveitando que no dia 04 de dezembro foi celebrado o Dia do Trabalhador nas Minas de Carvão, vamos revisar os riscos aos quais estes profissionais são submetidos durante suas atividades, lembrando que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera que o setor de mineração é atualmente o mais perigoso do mundo para se trabalhar.

     

    Os riscos das atividades em mineração dependem de várias condições: o tipo de mineral, a formação geológica do mineral e da rocha, a presença de gases, a presença de água, as condições estruturais da mina, os equipamentos utilizados, entre outros.

     

    A mineração subterrânea, em especial, apresenta riscos a partir de diversas fontes de geração de gases que se relacionam principalmente com fatores operacionais e hidrogeológicos, como:

     

    -Desmonte de rochas;

    -Apodrecimento de substâncias orgânicas;

    -Operação de equipamentos com motor a diesel;

    -Minerais com enxofre;

    -Incêndio;

    -Explosão de grisu (mistura do CH4 Metano – Gás Natural, que ocorre naturalmente nas minas de carvão, com o O2 – Oxigênio do ar, formando em ambientes fechados uma mistura explosiva que detona com facilidade no contato com chamas ou centelhas, um grande perigo na mineração de carvão) e pó de carvão.

     

    Os principais riscos existentes na atividade de mineração em geral são:

     

    Riscos químicos: relacionados com gases e poeiras minerais, atividades de beneficiamento (moagem, britagem e fundição) e atividades de solda e corte.

     

    Riscos físicos: radiações ionizantes, radiações não ionizantes, calor, ruídos e vibrações.

     

    Riscos biológicos: fungos e bactérias gerados por condições de higiene precárias.

     

    Riscos ergonômicos: condições de trabalho (posturas inadequadas, percurso de galerias muito baixas e abatimento manual de chocos em minas subterrâneas, trabalhos sobre minério desmontado, trabalhos sobre máquinas e assentos inadequados de equipamentos; Iluminação e ventilação deficientes, pisos irregulares), esforço físico excessivo e má organização do trabalho (ritmos de trabalho excessivos, jornada de trabalho excessiva, invariabilidade do trabalho, trabalhos em turnos e prorrogação de jornada de trabalho).

     

    Riscos de acidentes: queda de chocos (blocos de rochas instáveis) em minas subterrâneas,

    Desmoronamentos, transmissão de força das máquinas e equipamentos sem proteção, queda de altura, incêndio e explosão, e choque elétrico.

     

    A mineração subterrânea oferece riscos maiores do que a mineração a céu aberto, por ser atividade desenvolvida em local confinado propício a explosões e incêndios, além de em muitos casos possuírem sistemas precários de iluminação e ventilação, além da existência de condições insalubres. Por isso mesmo, o Decreto Lei nº 5.452/1943 que aprova a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, estabelece na Seção X (artigos 293 a 301), uma atenção especial para os trabalhadores que exercem atividades no subsolo, como por exemplo:

     

    -Duração de trabalho limitada a 6 horas diárias ou 36 horas semanais;

    -Alimentação adequada à natureza do trabalho;

    -Pausas de 15 minutos para cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho;

    -Comunicação ao órgão competente, em caso de acontecimentos que possa comprometer a vida ou saúde do empregado;

    -Trabalho em subsolo para trabalhadores maiores de 21 anos e menores de 50 anos (com base no Princípio Constitucional da Isonomia, para homens e mulheres);

    -Entre outras determinações.

     

    Como gerenciar trabalhadores terceirizados em áreas de mineração

     

    Também se faz necessário dar atenção aos trabalhadores terceirizados que atuam de forma direta ou indireta na mineração. Para auxiliar nesta gestão, a empresa pode contar com o apoio tecnológico de soluções como o sistema GEC – Gestão de Empresas Contratadas, desenvolvido pela GAP Sistemas.

     

    GEC é um software robusto feito para acompanhar as atividades dos trabalhadores, pois integra documentos e histórico de trabalho, entregando uma visão completa com notificações e relatórios, principalmente nas questões relacionadas com a segurança e a saúde de cada trabalhador.

     

    A GAP Sistemas também criou o GEEQUIP – Gestão de Equipamentos de Emergência, sistema dedicado ao controle de equipamentos de segurança relacionados com as atividades diárias da empresa. Essa solução facilita o planejamento de inspeções, manutenções e o acompanhamento da vida útil de ferramentas, máquinas e equipamentos de segurança.

     

    Interessado nas soluções da GAP? Solicite mais informações e orçamento com a nossa equipe.

     

     

    Em nosso blog, você também encontra um artigo dedicado à NR 22, Norma Regulamentadora dedicada ao segmento de mineração, entre outros temas relevantes para a sua gestão de saúde, segurança do trabalho e meio ambiente.

     

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